1. Após o arrependimento sincero deve o Ser,, exercitar a paciência com si mesmo, evocando para si o desenvolvimento íntimo dos bons sentimentos e a disciplina capaz de o conduzir na direção da reforma dos pensamentos e das ações.
2. Conscientizando-se dos erros ou erro cometido, preciso é que se evite cobrar de si a auto perfeição, pois isso seria mais uma prática do orgulho do que exercício de humildade. No lugar da auto cobrança o melhor é que se busque orar, recorrendo a ajuda superior, de maneira que fortaleça a humildade que é o apoio necessário para as correções intimas.
3. Os passos para as correções íntimas ocorrem de forma gradativa e não segue uma linha reta: haverá curvas, altos e baixos, sendo importante prosseguir se fortalecendo nos estudos do evangelho que é a base moral ao adiantamento pela conversão para o Bem.
4. Aquele que está sinceramente arrependido, realizando constantemente os trabalhos de reformas dos pensamentos e sentimentos, instruindo-se no evangelho e na prática do amor, aos poucos deve avançar no pedido de perdão em relação a ofensa cometida, isso ao tempo decorrido do trabalho realizado também no auto perdão. Perdoar a si mesmo e pedir perdão, buscando reparar o erro cometido.
5. O processo de pedir perdão começa na ação mental, por este motivo é importante a educação dos pensamentos em parceria com a construção dos sentimentos humildes e fraternais, uma vez que a estrutura do arrependimento sincero necessita passar pelo desenvolvimento da fraternidade. O sentimento de fraternidade abre portas para o entendimento de que somos todos irmãos, filhos do mesmo Pai Celestial. Assim sendo, aquele que deseja amar verdadeiramente encoraja-se para alcançar o perdão que necessita, oferecendo o perdão que o libertará.
6. O arrependimento, quando sincero, age despertando os valores da caridade. Esses valores impulsionam o desejo de amar vencendo as duras barreiras da raiva, do ódio, do orgulho, da inveja e da ambição, o que auxilia no cultivo da fraternidade e da paz.
7. Avançando, sempre gradativamente, nesse prisma das virtudes divinas, alimenta-se no próprio Ser o “pão nosso de cada dia” ensinado pelo senhor Jesus, tendo como a base para o perdão “o pão do evangelho” e no significado de “cada dia” o trabalho constante e paciente da reforma íntima.
8. O arrependimento sincero é um processo de auto cura que gera auto reforma. É uma terapia espiritual que desperta a criatura para percepção de um amor único, verdadeiro e universal que diz: “amas o teu próximo como amas a ti mesmo”.
9. Cuidar dos pensamentos, educar os sentimentos e disciplinar as emoções, essas ações, coordenadas pelas instruções evangélicas, conduz o Ser dotado de inteligência para os caminhos da felicidade, uma vez que ensina como proceder para modificar a semente. Modificando a semente que se planta, mudará o fruto a ser colhido.
10. Em todos esses processos se faz importante crer, pois é somente pela crença na própria transformação interior, a crença no Bem, no amor transformador é que torna o espírito capaz de seguir em frente levantando e andando ainda que caia. Crer é ter esperança, sendo que o sentimento de esperança nos motiva no trabalho da própria edificação.
O Cristo não julga. Ele instrui e orienta.
O Cristo não condena, mas adverte buscando esclarecer sobre as ações e suas consequências.
O Cristo liberta, educando e direcionando.
A libertação que nasce do amor começa no arrependimento sincero e transformador.
Texto escrito Por Marcus Vinicius
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